CROSSFIT – O melhor remédio.

Como já dizia o criador da modalidade, GREG GLASSMAN ” CROSS FIT é um barco salva-vidas num tsunami de doenças crônicas”. Diante dessa máxima, acreditamos que a modalidade não veio apenas para criar “atletas”, definir corpos para o verão ou ser mais uma tendência passageira. O CROSS FIT é um esporte que veio pra ficar e temos a responsabilidade de difundir, junto a sociedade, os benefícios tanto físicos como psicológicos que ele proporciona.

Diante desse contexto, vamos compartilhar com os nossos alunos e com quantos mais possam ser “tocados”, um relato de superação, força de vontade e determinação do nosso querido aluno Hugo José Ribeiro Júnior, que acaba de completar 1 ano de CROSS FIT e deixa aqui uma história muito bonita na qual temos o prazer de fazer parte…

“…no final de 2015 após uma tentativa de suicídio, fui diagnosticado com depressão mista e distúrbio bipolar, havia sido um ano muito pesado com muitas dificuldades tanto pessoais, profissionais e financeiras que resultaram nesse ato.

O principal divisor de águas foi reconhecer o problema, assim, em 2016, iniciei meu tratamento. Me afastei do trabalho, dos amigos e como morava em BH também estava longe da família. O único apoio que tinha era da minha esposa Vanessa, que teve muito amor e paciência para me ver no pior momento da minha vida e ainda sim continuar ao meu lado (detalhe éramos recém-casados).

Foram mais de 9 tipos de medicamentos diferentes, testados ao longo do ano, para ver qual teria melhor resultado para o meu problema, muitos efeitos colaterais, inchaço, vômitos, náuseas, perda de equilíbrio, memória, etc. Até que em 2017 foi realizada uma nova combinação de medicamentos onde obteve-se um melhor resultado.

O tempo passou, e a cada passo que eu dava no meu tratamento, eu percebia que a melhora que eu sentia era cada vez menor. Eu sentia falta de alguma coisa que me fizesse realmente sair de vez desse quadro, me faltava um incentivo, algo que me jogasse contra mim mesmo e dissesse: “Vai!! Você consegue!!”.

Tentei diversas atividades das mais variadas, sem sucesso, não me sentia à vontade, não tinha sentimento de perseverança. Até que, após voltar de uma viagem de férias em janeiro de 2019, bateu um estalo na minha mente e pensei comigo “não quero mais viver assim”, não quero mais essa meia-vida de remédios, de passar mal, de não ter vida social, de viver com medo de alguma possível reação por conta da depressão.

Firmei um contrato na minha cabeça “tudo que gasto com tratamento, irei gastar com a minha saúde de outra forma”, eu sentia que naquele momento que o benefício do tratamento era muito pouco em vista do tempo e esforço que eu dedicava. A partir daí, após conversar com minha psiquiatra e com sua devida orientação, fui finalizando gradativamente as medicações para evitar maiores danos.

Assim, decidi apostar em uma atividade que nunca tentei antes, o tal do Cross Fit (rs), fui em um box perguntar sobre, mas imaginem a situação, eu todo gordinho, destruído de remédios e sem motivação alguma, desesperado por algo que me jogasse pra cima. E nesse dito box, me olharam de cima a baixo e com certo desdém me mandaram esperar, esperei por 30 minutos e fui embora sem ser atendido.

O segundo box que fui perguntar foi na Stark, cheguei mesma situação, e ao invés de me mandarem esperar, no mesmo instante já me apresentaram para o Head Coach, que me recebeu superbem, de cara me deram 5 aulas experimentais, o que pensei ser algo totalmente demais.

Na minha primeira aula, já tive uma atenção excepcional e um ritmo que achei que meu coração ia explodir, cheguei em casa e tive até febre. Mas no dia seguinte incrivelmente eu acordei e pensei “quero mais!”, fui na segunda aula, terceira, quarta aula e não parei mais. Cada dia uma meta, um desafio novo. E o melhor, sem pressão, sem gritaria, tudo muito bem orientado e no MEU ritmo.

E hoje 23 de janeiro de 2020 estou completando um ano de STARK  e um ano sem remédios, estou muito feliz e bem tanto fisicamente quanto mentalmente. Superei muitos desafios, fiz muitos amigos, fui em muitos, mas muitos rolês (eita povo animado), inclusive eu que nunca competi nem em par ou ímpar, participei da minha primeira competição.

Por fim, hoje posso dizer que superei a depressão graças a minha esposa e a FAMÍLIA STARK que aquilo que eu queria lá atrás, eles vieram e me disseram com todo amor e carinho “Vai!! Você consegue!!”